terça-feira, 19 de abril de 2011

Jardim feliz


Sim fui eu...

que a cada entardecer

esperava calmamente

contava os dias, as horas

os minutos e assim por diante

“revia” sua imagem

que agora trazia tristeza...

crente que era alegria

Fui aquele ...

que num banco sentado

sozinho...sem querer companhia

sem querer não...

desejava uma...

que a muito sumiu

partindo pra longe

Sim...era eu

aquele mesmo

que certa vez bêbado

pela cidade a perambular

parei em frente a sua casa

e naquele banco sentado

parado, eu lembrava...

e assim como que por magia

você apareceu...

Eu já pensava em tudo

você sorrio...eu sorri

então a tristeza chegou

pois no mesmo carro

lá estava ele...

aquele que agora te fazia feliz

Assim “só sorrir “

simplesmente parado

talvez feliz...

“só sorrir”...

e ali fiquei

Veio então a madrugada

minha eterna alegria

abracei minha “amada”

que de novo me consolava...

com meu amor...a “morte”

eu me satisfazia

Sendo aquele...que de novo sorrir

um dos poucos ...

que canta,se sente feliz

em seu jardim encantado

que hoje se tingira de preto

†††

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