
Como um pássaro sem asas
me ponho a voar
indo cada vez mais longe
em locais de total melancolia
onde o hoje e o amanhã...
são sempre a mesma coisa
Estando alto ou baixo
tem-se sempre a mesma visão
é como se não existisse nada
é como se todos vivessem presos
a uma certa dimensão
que melhor estaria
quem talvez não existisse
Como que num sonho, pesadelo, não sei...
como que amarrados
todos viviam parados
sempre calados...
em uma forma semi-humana
dava-se a impressão...
que para qualquer lugar que eu fosse
sempre estaria no mesmo lugar
Prestando mais atenção
vejo olhos angustiados...
assim vejo no que aos poucos se diferem
cada ser enfileirado...
tinha um vago...diferente olhar
mais pra onde você olhasse
até parecia que o mesmo estavam a ver
Como que enfeitiçados
cobertos por uma energia negativa
por mais tristes que fossem...
lágrimas não caiam
ali naquele estado quase vegetativo
onde nada mudava
meus olhos me traem...
E ali cabisbaixo penso
em meio a lágrimas... me surpreendo
pois do meio daquele aglomerado
vem alguém...e de seu rosto sem nenhuma feição
sua boca me consola...
Ao enxugar as lágrimas
sigo aquele ser...
e hoje aqui sentado...
vejo que a muito...
eu pertencia a esse lugar
†††

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